terça-feira, 3 de abril de 2018

Amor perfeito pequeno

17-12-2017

Nome científico: Viola tricolor L.
Nomes comuns: Amor-perfeito-pequeno, amor-perfeito-bravo, amor-perfeito-selvagem, erva-da-trindade, flor-da-trindade, viola, viola-de-três-cores
Família: Violaceae
Origem: Europa e Ásia

17-12-2017
O amor-perfeito-pequeno é uma planta herbácea com um ciclo de vida anual ou bienal. Possui caules verdes ramificados e flexíveis, onde se inserem, opostamente, as folhas pecioladas e de margens dentadas. As flores são pequenas, compostas por cinco pétalas e cinco sépalas, todas da mesma cor ou todas de cores diferentes, com a particularidade de evidenciar riscas perfeitamente desenhadas. Estas são suportadas por um longo pedúnculo mais fino que o do Viola x wittrockiana que se insere na planta ao nível das axilas foliares.

16-04-2016
07-10-2016
Cultivo: Prefere climas amenos e locais de semi-sombra ou ensolarados desde que não tenha sol direto. Aprecia solos ricos em matéria orgânica, soltos e bem drenados. Não tolera bem as geadas muito continuadas ou a neve, contudo os amores-perfeitos-pequenos são mais rústicos e resistentes às adversidades climáticas, visto serem plantas mais selvagens.

28-04-2016
16-05-2016
Propriedades e utilizações: O amor-perfeito-pequeno foi muito apreciado na Idade Média como planta medicinal, sendo utilizada como laxativo e depurativo. No entanto, são-lhe atribuídas outras propriedades, tais como: anti-inflamatória, expetorante, estimulante, sudorífica, diurética e emoliente. Geralmente, é indicada para ferimentos, úlceras, eczemas, infeções na pele, afeções do sangue, debilidade nervosa, doenças cardíacas e icterícia.
O naturalista irlandês, John K'Eogh, fez referência no seu Herbário Irlandês (1735) às flores do amor-perfeito-bravo dizendo que curam convulsões infantis, limpam os pulmões e o peito e são muito boas para febres, inflamações e feridas internas.
As flores são comestíveis e podem ornamentar cubos de gelo, saladas ou doces.
Popularmente, dizem que os pombos-correio voam mais depressa se lhes dermos uma infusão fria desta planta.
11-05-2016
11-05-2016
11-05-2016
Curiosidades: O amor-perfeito deve o seu nome à sua utilização na preparação de elixires do amor, sendo muito referido na literatura e poesia românticas; Já o nome comum erva-da-trindade faz alusão às suas três pétalas que simbolizam a Santíssima Trindade; Muito próximo desta planta temos o amor-perfeito cultivado, conhecido por amor-perfeito-dos-jardins, Viola tricolor x hortensis e Viola x wittrockiana. Temos, ainda, a violeta ou Violeta-de-cheiro, Viola odorata L., que possui menor quantidade de derivados salicílicos pelo que não deve ser utilizada em sua substituição.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Felicia

12-12-2017

Nome científico: Felicia amelloides
Sinonímia: Cineraria amelloides
Nomes comuns: Felícia, Margarida-azul
Família: Asteraceae (ou Compositae)
Origem: África do Sul

31-03-2017
A felícia é um subarbusto de textura semi-herbácea com um ciclo de vida perene. É uma planta arredondada e bastante ramificada. Possui pequenas folhas verdes de forma oval e, hoje em dia, também temos plantas com folhas variegadas. A sua floração é abundante e as suas inflorescências encontram-se dispostas em capítulos solitários, terminais, longo-pedunculados, de flores azuis com o centro amarelo.

Utilizações: Pode ser usada em floreiras, vasos ou canteiros.
É, ainda, usada para compor maciços em jardins, mas também em isolado.
As suas flores atraem abelhas, borboletas e vespas.
Como consegue viver em áreas arenosas, pode ajudar a estabilizar dunas de areia (desde que não seja usada como pioneira).

09-04-2015
02-12-2015
12-12-2013

Cultivo: Gosta de locais expostos ao sol direto ou bastante ensolarados, para que as suas flores abram totalmente. 
04-11-2013
12-12-2013
Aprecia solos férteis e bem drenados. No seu habitat natural encontra-se em dunas costeiras, planícies rochosas, pedregosas e arenosas. A rega deve ser moderada. Tolera podas leves de limpeza após a floração, removendo flores e folhas secas. Multiplica-se por sementes ou facilmente por estacas no outono e na primavera.


Curiosidades: Esta planta foi nomeada primeiro por Linnaeus, em 1763, como Cineraria amelloides; Não se sabe a origem exata do nome da espécie, uns autores referem que está relacionada com a semelhança à espécie Aster amellus.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Parra da Madeira

08-10-2015

Nome científico: Anredera cordifolia
Sinonímia: Boussingaultia cordifolia
Nomes comuns: Parra-da-Madeira, Trepadeira-da-Madeira, Madeira Vine (em inglês), Bertalha-Coração
Família: Basellaceae
Origem: América do Sul
01-07-2015

A planta chamada popularmente de parra-da-Madeira é uma trepadeira com um ciclo de vida perene. Possui caules longos e flexuosos que crescem e se enrolam em torno de árvores e de outros suportes. As suas folhas são suculentas, verdes e têm a forma de coração. As suas pequenas flores são brancas, perfumadas e encontram-se agrupadas em racimos de cerca de 20 cm de comprimento. Possui tubérculos aéreos e subterrâneos.

Utilizações: Originalmente, esta planta foi introduzida nos jardins devido às suas aromáticas flores e por ser bastante ornamental ao cobrir muros e sebes.
20-09-2015
10-11-2015
Há várias referências à comestibilidade das suas folhas e dos seus tubérculos. Consta que as folhas podem ser consumidas cruas ou cozidas, em substituto do espinafre. Em relação aos seus tubérculos, tanto aéreos como subterrâneos, podem ser usados cozidos, assados, fritos ou transformadas em farinha. Devem ser consumidos logo que apanhados e não é preciso descascar desde que sejam bem lavados.
08-05-2015
(Nota: já tentamos provar, mas consideramos a sua mucilagem demasiada. Ao que parece devíamos ter cozinhado em água com um pouco de limão ou vinagre.)
As suas flores melíferas e perfumadas atraem muitos insetos, entre os quais as abelhas.
12-08-2015
17-12-2015

Cultivo: Adapta-se a vários tipos de solo desde que não sejam demasiado secos. Prefere locais ensolarados com solos húmidos e férteis. Multiplica-se facilmente pelos seus tubérculos aéreos/subterrâneos.

Curiosidades: Esta planta tem características invasivas em Portugal, apesar de não estar referenciada como planta invasora na legislação portuguesa; O nome da espécie, cordifolia, está relacionado com as suas folhas em forma de coração.
03-10-2014
09-10-2014
09-10-2014

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Rosmaninho africano

10-11-2017

Nome científico: Eriocephalus africanus L.
Nomes comuns: Rosmaninho-africano, Alecrim-africano, Alecrim-de-Nossa-Senhora, Mãozinhas-de-Nossa-Senhora, Alecrim-da-Virgem
Família: Asteraceae (Compositae)
Origem: África do Sul

21-11-2017
A planta Eriocephalus africanus é um pequeno arbusto aromático que apresenta um ciclo de vida perene. É uma planta muito ramificada. A sua folhagem tem uma coloração cinzento-esverdeada e pode alcançar 1 metro de altura. As suas folhas possuem um cheiro característico, são felpudas, acinzentadas e crescem agrupadas em tufos ao longo dos lançamentos. As suas flores são pequenos capítulos, com “pétalas” exteriores brancas e flores avermelhadas no interior.

10-11-2017
Propriedades e utilizações: Esta planta, ao que parece, é bastante utilizada em fitoterapia em alguns países africanos, uma vez que lhe são atribuídas várias propriedades medicinais. É mencionada como diurética, sudorífera, digestiva, anti-inflamatória e antirreumática.
Tradicionalmente a infusão das suas folhas é utilizada no tratamento de tosse e constipações, flatulências e cólicas. A sua decocção é usada para mialgias, prevenir a queda de cabelo e para banhos aromáticos.
O seu óleo essencial é usado em perfumaria e em massagens. As suas folhas aromáticas podem ser utilizadas em saquetas e pot-pourris.
23-11-2017
Antigamente queimavam as suas folhas (sozinhas ou com outras plantas aromáticas) como se fossem incenso.
O rosmaninho-africano é bastante ornamental, podendo ser usado em vasos, canteiros, bordaduras ou sebes. As suas flores atraem insetos polinizadores.

13-10-2017
Cultivo: É uma planta bastante robusta. Deve ser cultivada em locais com boa exposição solar sol e requer solos bem drenados. É resistente à seca. Multiplica-se através de estacas, no final da primavera.

Curiosidades: O nome do género, Eriocephalus, deriva de duas palavras gregas: erion (lã) e cephale (cabeça), ou seja, “cabeça-de-lã” isto devido à penugem que cobre as suas sementes; O nome da espécie, africanus, está relacionado com África; O nome comum no seu local de origem é “kapokbos” e deriva da expressão africana “kapok”, ou seja, “neve” em referência às sementes cobertas com uma lã que se assemelham a pequenos pedaços de neve; Esta planta tem uma resistência extraordinária à seca, pois as suas folhas são cobertas de pelos levemente prateados que refletem a luz solar, reduzindo assim a temperatura; O cheiro característico desta planta é, por vezes, descrito como semelhante a Vicks.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Folhas secas...



"As folhas secas desmancham pela ação de pequenos organismos e depois são mineralizadas por fungos e bactérias enriquecendo o solo. Muitas vezes, mais por um padrão estético que por ciência, interrompemos o ciclo perfeito da natureza. A folha seca decomposta mantém a humidade do solo e se transforma em nutrientes. Exceto em situações onde folhas secas podem causar entupimentos de bueiros ou algo do género, quando estão espalhadas no chão, elas ajudam a manter o solo sadio" (Informação retirada daqui).

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...